quinta-feira, 18 de outubro de 2012
Os absurdistas
Derivado do absurdo
Aquele que pensa ou age
Com disparate.
Talvez seja cego e surdo
O ego de quem interage
Sem que aja embate.
O que fazer do escudo
Que o homem rebate?
Então vejamos por que...
O universo foi criado
Para me satisfazer...
Se Deus quiser
Tudo será e irá ser...
Terei tudo que merecer!
Os absurdistas
Ultrapassam os absurdos
Para justificar
O que não pode ver!
Mas o cosmo
Não tá nem aí pra você.
Porque a vida
É uma casualidade sem causa
E o universo continua a ser
O ultimo, a saber, de você!
Não importa
Se você não concorda.
A natureza viva
Tem os mesmos átomos
Da natureza morta.
E se sonhar que viver
Acalenta todo perecer
Salvem o planeta do se,
Parem de parir!
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
Astronautas, socorro!
Astronautas, socorro!
Lá vem a onda!
A trupe segue como boiada
Nos encalços do boiadeiro.
- Quem é ele?
- Quem?
Um torpe se tromba
Ante a fúria desvairada
De percalços e atropelos.
Sem saber por quê!
-Por que,
-Por quê?
Nas filas dos hospitais,
Nas pistas dos automóveis,
Em voos continentais,
Usando seus passaportes;
O vai,
O vem,
O vaivém
Dos desorientados.
Sem caminho pra chegar
O fim é a partida,
Nunca param de girar
Num circuito sem saída;
Da vida,
Na vida,
Vida!
Se houvesse uma faxina
Em ritmo de mutirão,
E limpasse essa latrina
Dos detritos da multidão?
Então,
O planeta que fascina
Nessa vasta imensidão
Descansava a quietude
Na amplidão...
Trombetas estridentes.
Nova Era, novas pautas.
Se eram os deuses astronautas
Eles virão novamente.
Socorro!
segunda-feira, 4 de junho de 2012
O Corpo de Deus
Deus é feito da brana
Cujo efeito emana
Do tilintar dessas cordas.
É melodia e chama
Na formação do nirvana
No despertar dessas dobras.
Um peregrino um andarilho
Raios de gama de brilho
Que engloba todos os astros.
Um vagão sem rumo nos trilhos
A matéria negra sem ladrilhos
Que esnoba corações castros.
Enquanto faíscam as bramas
Explodem milhões de universos
O corpo de Deus são os versos
Das retumbantes orações
Eclodem sensações humanas
Flutua no ar o cheiro dos dramas
Perdidas de comoções.
Só quando em dimensões
Nosso olhar se estender,
Sanam-se os corações
Dos que tentarem entender.
Cujo efeito emana
Do tilintar dessas cordas.
É melodia e chama
Na formação do nirvana
No despertar dessas dobras.
Um peregrino um andarilho
Raios de gama de brilho
Que engloba todos os astros.
Um vagão sem rumo nos trilhos
A matéria negra sem ladrilhos
Que esnoba corações castros.
Enquanto faíscam as bramas
Explodem milhões de universos
O corpo de Deus são os versos
Das retumbantes orações
Eclodem sensações humanas
Flutua no ar o cheiro dos dramas
Perdidas de comoções.
Só quando em dimensões
Nosso olhar se estender,
Sanam-se os corações
Dos que tentarem entender.
domingo, 8 de abril de 2012
Se rezar, melhor não ler...

Orar é uma forma de naufragar
Nos doídos aís que o corpo chora
É como olhar pra dentro e surtar
Por diferir do lado que há de fora.
A beleza que transcende o luar
Encobre a noite que apavora
Choram as almas de tanto rogar
O perdão que de tosco demora.
Seguir os passos que elabora
A doce ilusão de um esperar
Queixar-se do mal que recebeu
É suplicar ao vazio que entorna
Uma falsa sensação de inebriar
A um Deus tão ateu quanto eu!
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Universo,quem te cria?
Meu olhar se estende na imensidão que vejo.
Serão os meus olhos que captam o universo?
Talvez minha mente que projete todo ensejo
para compor todo deleito através de verso...
Se luzes viajam muito além do que prevejo
como saber se está em mim o que desperto?
Ao explicar que crio os céus eu me protejo
mas não saber nada mais o que sou, discerto.
Serão as moiras feiticeiras, serei eu ou Apolo
quem expandiu nesse universo de tão magia
ou são deuses que contêm tudo o que olho?
Talvez um sonho de um sonhador enamorado
que explodiu seu mundo em verso de fantasia
e me olhou para que eu o visse e fosse amado!
terça-feira, 5 de julho de 2011
Sede de Cachoeiras

Tenho sede de cachoeiras
Que jorram brancas espumas
Nas quedas sobre rochedos.
Tenho sede de cachoeiras
Que no silencio das drusas
Entoam a voz dos penedos.
Tenho sede das ribanceiras
Dos lagos alvos de escumas
Esparramadas no verde lodo.
Tenho sede verde turquesa
Verdes que vestem as plumas
Verdejantes da natureza.
O que posso fazer
Se meus olhos sentem sede?
Quisera ser mochileiro,
Passos soltos de liberdade
Mãos que abrem porteiras,
Caminhos sem infinidade,
Traspassando cumeeiras
Além dos muros da cidade.
Então,
Descansada da canseira
Vejo as pedras verde jade
Onde nascem cachoeiras.
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