terça-feira, 13 de outubro de 2009

Se tocasse o telefone:Oi, é você?


Se o telefone tocar...

Meu telefone está mudo de tua voz
Já não escuto as tiradas de gracejo
o que ficou no emaranhado de nós
foi o silencio dessa voz que desejo.

Meu telefone calado é como algoz
Nem canaliza sacadas desse ensejo
Ficar sozinha entediada é tão atroz
dilacerada na memória de um beijo .

Mas se tu tocas de repente o celular
deixas recado no orkut sem receio
ou simplesmente envias um e-mail,

terei o som mais bonito de escutar
lerei na letra que dirá que você veio
para abraçar-me afagada no teu seio

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Amar sem...


Amar sem Doer

Se a força de um amor fosse bastante
ao se bastar não precisasse receber,
talvez quem sabe a busca incessante
por ser amado não gemesse por doer.

Se amar fosse apenas uma constante
que por se dar inundasse nosso viver,
de tão farto o coração de um amante
não beberia mais na fonte do querer.

E sem as lágrimas de amores sofridos
e nem mais mágoas de amores doídos,
alguns versos poderiam ser irônicos.

Pois deixar de sofrer por consentidos
sentimentos dos amores referidos
só poetas amariam amores platônicos!

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Se o tempo parasse, se...

Não queria perder-me no tempo.
O tempo que ilude
No tempo de sonhar,
o tempo da boa saúde
Que explode no tempo de amar.

Queria ver as coisas que tento
E sonho para nunca acabar.
Sem a pele que envelhece
O desejo de amar
Reanima, entorpece e aquece.

Ah o momento eterno do agora!
Momento com feitio de felicidade
Aquele que não lembra dos foras
O quanto se curte na jovialidade.

Se o tempo parasse, se.
Se jamais se cansasse, se.
Se o se canalizasse
Sem medo e apenas bastar-se.

Se o turbilhão de imagens
Movidos por sentimentos crus,
Inundados de miragens
Dos olhos que vagueiam nus,
Retrocedessem no tempo
Para do tempo não se perder,
E quando o tempo chegasse
Fosse ao lado de você.

Seria mais fácil
Bem mais fácil
Envelhecer.




sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Para beijar-te como ja beijei...

Continuo postando minhas poesias, nessa retrato meu lado romântico,outras, o lado cético que aflora nas letras agnósticas que escrevo.

Para beijar-te...

Onde coloquei você que de mim sumiu
meus caminhos já não cruzam os teus.
Dantes, tão próximo minha visão te viu
agora misturado a tantos desapareceu.

Olho a rua vejo esquina para me trazer
a sombra, um vestígio de quem só amei.
Nos acasos da vida espero acontecer
O exato momento de gritar: “Te achei”!

Devo ter te escondido atrás de um muro
Deves ter passado num instante perdido
E quem sabe, sem saber, contigo cruzei...

Mas se quero ver-te é porque procuro
Bem no fundo D’alma meu amor antigo
Pra beijar-te a boca como já beijei.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Porque também sou astro!

Explosões, clarões, cachos de astros
No breu, raios gamas incandescentes;
Colisões, partículas tal qual mastros
Iluminam o céu de galáxias luzentes.

Além dessa cósmica dança de rastros
E longe de atmosferas efervescentes;
O azul celeste espalha-se num lastro
E brancas nuvens fluam indiferentes.

Quando a natureza expõe suas cores
Iluminada pelo sol que tão aquece
Os olhos firmam meu campo vasto.

Olhando o espaço sem ter divisores
Descortinada a visão que embrutece
Revelo-me que também sou astro!